Estranho como as pessoas do mundo agem nos dias de hoje em relação a relacionamentos. A internet fez milagres na vida social de MUITAS pessoas. Praticamente todos utilizam a internet pra buscar/conhecer novas pessoas. E praticamente todos, buscam pessoas que têm afinidades. Em casos de buscas por relacionamento, as pessoas buscam suas caras metades perfeitas, pessoas que têm tudo a ver consigo mesmo. Pessoas que sabem dizer o que você quer, quando você quer. Pessoas que fazem as coisas certas nas horas certas. MAS SERÁ REALMENTE QUE ISSO É SE RELACIONAR? Eu bato na mesma tecla dizendo que a verdadeira COISA de se relacionar, é no crescimento. Na maturidade. A maioria não sabe respeitar os defeitos da outra pessoa, por saber que posteriormente, na internet, ela pode encontrar uma outra melhor. Casos em que um casal cresce junto, enfrenta problemas juntos quase não existem mais, porque está tudo muito desregrado e desrespeitoso. Não quero parecer um velho reclamão, mas é um absurdo tamanha falta de afeto nos dias de hoje. E hora ou outra, a gente vê em nicks de msn: à procura da pessoa certa / Quero um namorado(a) / 'Fulano' eu te amo, e etc. e eu reflito: PORRA, COMO ELE(A) PODE AMAR OUTRA PESSOA HOJE, SENDO QUE SEMANA PASSADA ERA O 'CICLANO'?
As pessoas ACHAM que amam. Elas ACHAM que sentem decepções amorosas. Acham que estão vivendo, mas estão é se robotizando.
Robotizando os próprios e ridículos sentimentos modernos.
terça-feira, 30 de dezembro de 2008
sexta-feira, 26 de dezembro de 2008
Falso vidente
Eu tentei. Tentei não errar dessa vez. Só queria ter a chance de voltar no tempo, e concertar aquilo que pode ter sido o fim. O momento que previ, mas mesmo assim deixei acontecer, ou melhor, não deixei acontecer. Não tenho culpa, eu sei. Ou tenho? Deveria saber que limites existem. Acho que brinquei com os meus... Com os meus? Incerto.
Queria ter a chance de voltar no tempo, àquela noite, e ter ligado mesmo a contragosto pra dizer que eu sinto muito. Sinto muito por enganar não só a mim mesmo, mas como sua perfeição. Sinto muito por não ter escutado o que a mente dizia, mas sim ter dado ouvidos ao coração.
Feri. Me feri.
Não previ. Menti.
Eu quis.
Não vejo o futuro. Eu sinto muito.
terça-feira, 23 de dezembro de 2008
Pope's Wrong
Que comportamento estranho pra uma 'criança' de treze anos - pensavam. Acho que nessa idade, as crianças deviam brincar e não se preocupar com as coisas. Mas tinha algo errado com esse menino. O pai por ser médico, não exercia muita influência em sua vida, mas a mãe sim. Fazia os dois papéis e mais do que bem. Cuidava como se não ouvesse coisa mais preciosa no mundo. Mas ultimamente, ele andava estranho. Seria a adolescência? Passava maior parte do tempo trancafiado no quarto, enfurnado em seu computador. Sua mãe não se interessava por computadores, logo que não sabia muita coisa sobre, e não andava muito afim de dialogar com o filho, por estar sempre cansada dos afazeres de milionária ( salão de beleza, compras no shopping, encontros e etc. ), e há sempre algo melhor pra fazer nessas horas do que chorinhos de adolescentes mal compreendidos.
...
Ela gritava muito. Sentia um ódio que emanava sobre os outros que também viam a cena. Sentiu-se humilhada, enojada. Seu filho que tanto o educou, ensinou, mostrou o que é certo e o que era errado, envolvendo-se com .... sentia ância só de pensar na palavra. O que iriam pensar dele, seria ele mais um injustiçado? - ela pensava. Mas isso tinha que terminar ali, e ele nunca mais iria repetir aquilo de novo. Aquele absurdo.
...
Ele odiava ir ao psicólogo. Sessões inúteis que reforçavam a idéia de repugnar tudo o que era contraditório ao seu pensamento. Mesmo tendo treze anos de idade, sua mãe deveria saber que sua personalidade era forte, e sua idéia era imutável.
...
Trancafiado em sua casa por mais de dois meses, e depois do ódio que sentia por seus pais ter desaparecido quase por completo, ele lembrava de tudo o que passou, e como gostaria que sua mãe NUNCA tivesse atrapalhado. Lembrava do dia em que escrevera na árvore: Geovane e Gustavo.
Se eu tivesse um violão...

Sempre quando você faz aquela cara de bobo, me dá uma vontade de te morder. Assim como me dá vontade de pular no seu pescoço toda vez que te vejo. Adoro passar meus dedos no seu cabelo e bagunçá-los. Amo procurar seus defeitos, porque você é tão bom. Bom pra mim. Dou muita risada das suas histórias e de seus atos destrambelhados. Por que você gosta do mesmo que eu? Por que você me elogia e me deixa sem graça? Por que eu passo o dia inteiro pensando em como fazer pra eu ver aquele sorriso de novo?
segunda-feira, 22 de dezembro de 2008
Pequenos frascos e os mais fortes perfumes
Hilário o jeito que ele sempre me tratou. Hilário para os outros, mas nunca pra mim. Seu tamanho lhe rendia muita força, embora ele fosse magricela assim como eu. Suas atitutes tiranas me tiravam do sério. Eu pedia a Deus que me desse músculos fortes o suficiente pra eu poder esmagá-lo, trucidá-lo. Mas a única coisa que eu fazia era acabá-lo com a minha língua. Maldita língua. Coisa que eu não sabia, é que minha língua podia ser mais forte que qualquer músculo do corpo. Forte, venenosa, traissoeria, persuasiva, profana. Eu acabei com o tirano, o preconceituoso. Derrubei-o. Mas acabei sendo tão pior quanto ele.
Poder e Querer
MULHER! Era o que ela mais queria ser. Chega de coisinhas de menina, chega de coisinhas pra fracos, o papo agora é outro. Mas por onde começar? No que começar? BEBER! Sim, este seria um bom começo. Talvez beber aos finais de semana, e quem sabe, agir sob o álcool. É, parecia uma boa idéia. Parecia uma coisa bem adulta a se fazer. Quem liga pra micos, vômitos e dores de cabeça; desidratação e humilhação? Porque ser sem limites a tornava forte, a tornava adulta e independente. Sempre pusera na cabeça enquanto bebia que aquele era seu momento, sem os pais e com muita autonomia. Próximo passo, óbvio, seria o cigarro. Se bem que ela mesma não gostava muito, mas era parte do processo, então era de certa forma irrevogável. O cigarro por sua vez acabou se tornando um vício. Nicotina e companhia agiam em sua vida agora. Mas era bom, naqueles momentos, esquecia que tinha casa, e uma mãe de certa forma doida. Um pai que lhe mandava fazer coisas a contra gosto e um irmão dedo duro. Não importava também se os amigos eram verdadeiros ou não, mas eles estavam ali, pra ela. Alertas sobre sua imagem dilacerada eram inúteis, e seu caminho à glória não poderia ser traçado de outra forma.
Coisa que ela nunca percebeu, foi que sua glória, seu desejo ... nunca chegou.
Coisa que ela nunca percebeu, foi que sua glória, seu desejo ... nunca chegou.
sexta-feira, 19 de dezembro de 2008
Amo meu pecado
Se bem a conheço, diria que está apaixonada. Olhe como está radiante! Até sua pele está mais bonita. Como diz minha tia que Deus a tenha: Nada que um bom sazon na vida não é mesmo? Mas pulando toda essa parte que me faz lembrar de Zezé de Camargo e Luciano, é realmente impressionante como ela mudou. Também né, já está com 15 anos nas costas, bem a idade de paquerinhas. Eu, nessa época, já estava grávida de Agatha. Não me arrependo, porque ela é meu tesouro, mas tudo isso, não era pra acontecer. Pode parecer egoísmo meu, mas tinha outros planos pra minha vida. Sempre fui meio rebelde na minha adolescencia, e nunca quis nada com nada. Mesmo depois de Agatha nascer. E agora vejo a grande burrada que eu fiz. Mas sorte que Yago me arranjou um emprego naquela fábrica, porque minha mãe não tolerou uma filha grávida e solteira. O pai é um froxo nunca quis saber da Agatha, e paga pensão quando quer. Prefiro eu mesma cuidar dela. Só Deus sabe o que eu lutei por essa menina, mas se ela ficar grávida, eu corto o pinto do namorado dela fora não saberia o que fazer.
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